ALESSANDRA VETTORAZZI (São Caetano do Sul, 1965) formada em Artes Visuais pela UNESP, apresenta obras que levam em consideração o processo de execução não apenas como um procedimento, sistema e ordenação, mas como uma manifestação do gesto, de um movimento impresso na memória, visto inúmeras vezes de maneira ancestral e que se torna propulsor do resultado poético buscado.
A utilização da linha, com o tricô, o crochê e bordado, além da aquarela e argila, constituem-se num modo de construir, desconstruir e reconstruir corpos.
Desta forma, as imperfeições decorrentes do trabalho repetitivo e monótono e a rusticidade dos tecidos e acabamentos são fundamentais para contextualizar o processo criativo, apresentando um encontro entre a ordem e a desordem, entre a delicadeza e a desarmonia, questionando todas as formas de controle impostos ao feminino.